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Os mosaicos

Amor igual não se viu




Os mosaicos

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A torcida do Fluminense se especializou a montar belos mosaicos nas arquibancadas dos estádios para recepcionar a equipe de forma única e criativa entre as maiores torcidas do País. Na década de 90, apenas balões eram espalhados entre as torcidas organizadas, montando uma bandeira tricolor. Algo simples e sem muito trabalho. Eram colocados nas cadeiras do Maracanã, balões nas cores, verde, branco e vermelho. O torcedor se encarregava de enchê-lo e solta-lo no instante em que a equipe adentrava o gramado. Nos estádios fora do País, principalmente na Europa, os mosaicos eram bem mais elaborados, com folhas de cartolina, ou jornal, imitando feitos como o painel dos jogos de Moscou em 1980.

Em 2008 a torcida Tricolor começou a trabalhar em um mosaico mais elaborado. Na partida contra o Vasco da Gama pelo Campeonato Estadual, montou a palavra “FLU” com sinalizadores em verde e vermelho. Na final da Libertadores contra a LDU, a torcida montou a palavra “FLUMINENSE” com sinalizadores ocupando totalmente a arquibancada de um dos lados do Maracanã.

Em 2009, a torcida passou a montar mosaicos diferenciados.  Na semifinal da Taça Rio, em um Fla x Flu, as arquibancadas foram cobertas com um mosaico em papel, simples, porém completo em verde, branco e grená. O mosaico seguinte surgiu na partida contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, quando a torcida montou combos Tricolores com a palavra “FLUZÃO” na arquibancada.

Contra o Palmeiras, na saga do Time de Guerreiros no Campeonato Brasileiro, a torcida montou uma bandeira com um escudo do Fluminense completo no meio e na final da Sulamericana, contra a LDU, um grande mosaico com a frase “ELES TEM ALTITUDE, VOCÊS TEM A GENTE”.

Em 2010 o primeiro mosaico foi na partida contra o Internacional pelo Campeonato Brasileiro, que marcou a apresentação de Deco. Um mosaico predominantemente branco, com o escudo no meio, o original em branco, vermelho e cinza e os números 70 e 84, uma alusão aos primeiros títulos Brasileiros do Tricolor. Na última rodada do Brasileiro mais um mosaico, o primeiro no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, todo Tricolor com a frase “JUNTOS PELO TRI”.  Neste dia o Fluminense venceu o Guarani por 1 a 0 e conquistou o Tricampeonato Brasileiro.

Em 2011 na partida contra o Libertad, pela Libertadores, a torcida montou um mosaico Tricolor com batimentos cardíacos e a palavra “GUERREIROS” escrita. Em 2012, Na partida contra o Cruzeiro, quando o Fluminense já havia conquistado matematicamente o Campeonato Brasileiro a torcida montou o último mosaico do Engenhão, todo em grená, escrito em dourado “FIZERAM HISTÓRIA”, comemorando o tetracampeonato com uma alusão ao terceiro uniforme naquela temporada.

Em 2013 no retorno ao Maracanã a torcida preparou um mosaico com a frase “Minha casa, meu lugar”, mas devido a um pedido do consórcio para evitar esse tipo de provocação, já que o mesmo negociava com outros clubes a utilização do estádio, a torcida mudou a frase para “É O DESTINO”, um deboche com a torcida Vascaína, lembrando o canto que ecoava das arquibancadas na década de 1980.

Diversas torcidas fazem mosaicos pelas arquibancadas mundo afora. No Brasil. Muitos discutem sobre qual foi a primeira torcida do País a fazer um mosaico. A verdade é que a torcida do Fluminense foi a primeira torcida do Mundo a fazer um.  O fato é descrito com detalhes pelo jornalista Mario Filho em 1947, retratando a década de 1930, no livro a “O Negro no Futebol Brasileiro”.

Segundo o jornalista, nos primeiros embates entre Fluminense e Flamengo, a briga nas arquibancadas era acirrada, com gritos de guerra e xingamentos, como nos dias atuais, e os sócios do Fluminense decidiram vencer a torcida do Flamengo e apoiar o time montando uma verdadeira festa nas arquibancadas das Laranjeiras.

O primeiro Mosaico assim surgiu, de balões tricolores formando uma bandeira do Fluminense na arquibancada.

A torcida do Fluminense querendo vencer a torcida do Flamengo com confete, com serpentina, com balões de borracha, desses coloridos de soprar. Cada sócio do Fluminense encontrava, na sua cadeira, um saquinho de confete, um pacote de serpentina, um balão de borracha, vazio, verde, branco ou vermelho. Tudo bem organizado, a bancada social dividida, balões vermelhos à direita, balões brancos no centro, balões verdes à esquerda. O sócio do Fluminense enchia o seu balão, pegava o seu saco de confete, o seu pacote de serpentina, ficava esperando os sinais. Um sinal para jogar confete, outro para jogar serpentina, outro para levantar o balão à altura da cabeça. Muito bonito: aparecia uma bandeira imensa do Fluminense de balões de borracha.

O texto deixa claro que o primeiro mosaico surgiu nas arquibancadas das Laranjeiras, na década de 1930, em um clássico entre Flamengo e Fluminense.

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