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Rivellino

Peça fundamental na engrenagem da Máquina Tricolor




Rivellino

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Roberto Rivellino nasceu em São Paulo, no dia 01 de janeiro de 1946. Iniciou a carreira como amador no Clube Atlético Indiano, na capital paulista como amador em 1962, reprovado na peneira de seu clube de coração, o Palmeiras, chegou em 1963 aos juvenis do Corinthians, onde se tornou ídolo, chamado pela torcida de “Reizinho do Parque”. Marcou mais de cem gols com a camisa do alvinegro paulista. Chegou a Seleção Brasileira e brilhou junto com a equipe que conquistou o Tricampeonato no México, sendo chamado de “Patada atômica” pelos mexicanos, devido ao chute forte e preciso. Disputou ainda a Copa do Mundo de 1974 e de 1978.

O Corinthians estava “na fila” no Campeonato Paulista, que não vencia há vinte anos. A derrota na final para o rival Palmeiras foi o estopim para uma crise no parque São Jorge e a torcida colocou a culpa da derrota em Rivellino, acusando-o de covarde e desinteressado, um mercenário que se escondia entre os beques da defesa do Palmeiras. Após a partida a vida em São Paulo se tornou difícil para Rivellino, a torcida o perseguia e chegou ao ponto de incendiar um posto de gasolina que levava seu nome.

Assim que eleito presidente do Fluminense Football Club, Francisco Horta, antes mesmo de tomar posse do cargo, tinha um plano ousado, queria montar uma constelação para transformar o time em uma verdadeira seleção e, a primeira meta era a contratação de um craque, o melhor jogador do mundo, alguém para vestir a camisa do Tricolor e incentivar a todo e qualquer torcedor a torcer pelo Fluminense não só no Maracanã, como em qualquer ponto do País. Assim que leu no jornal os problemas envolvendo o craque em São Paulo, Horta não pensou duas vezes, viajou até a capital paulista, escondido da imprensa e, assim que chegou ao aeroporto comprou um buquê de rosas vermelhas colocando detalhes verdes e brancos e partiu em direção a residência de Rivellino.

Chegando a sua casa, foi recebido pela esposa do craque, que se assustou ao receber as flores de um desconhecido. Horta se apresentou como dirigente eleito do Fluminense Football Club, e se colocou a disposição para levá-la ao Rio de Janeiro, junto de Rivellino, pois sabia que se esta não quisesse deixar São Paulo, o jogador não aceitaria a transferência. Ao chegar em casa, Rivellino encontrou o presidente Horta e sua esposa seduzida pela ideia de ir morar na Cidade Maravilhosa. Saíram do apartamento direto para a sede do Corinthians, com o objetivo de convencer o presidente Vicente Matheus a vender Rivellino.

O presidente alvinegro se recusou a vender o craque, alegando que após as férias, ninguém mais se lembraria da derrota para o Palmeiras e que Rivellino era o melhor jogador do Brasil. Horta o convenceu que Rivellino pensava em abandonar o futebol devido à perseguição da torcida corintiana e que não seria justo com o futebol perder um jogador como ele. Vicente Matheus ficou de pensar e se dispôs a conversar depois. No dia seguinte, o presidente alvinegro ligou para o Tricolor fixando o valor da transferência em oito milhões de Cruzeiros, um valor impensável para a época. Horta pediu uma reavaliação do valor para algo possível, mas ele estava irredutível. O presidente Tricolor ofereceu então a quantia de três milhões de cruzeiros a vista, o que já era um valor acima do imaginável.

O acordo foi selado, mas o Fluminense não tinha o dinheiro para comprar o jogador, já que havia investido de forma sigilosa na compra de Mário Sérgio e Zé Mário. Horta convenceu então diversos diretores do Fluminense a fazerem empréstimos em seus nomes para pagar a quantia, garantindo que o Clube ressarciria com todo o dinheiro que recebesse com a chegada do Rivellino, pois acreditava que os estádios estariam sempre cheios.  O nome do jogador começou a ser citado nos jornais do Rio de Janeiro e a imprensa carioca fazia-se presente no Parque Guinle, residência de Francisco Horta, onde o jogador chegou para discutir as bases salariais. Riva abriu mão dos 15% dos quais tinha direito, pois queria provar que não era mercenário e muito menos responsável pelo fracasso crônico do Corinthians.

Horta queria que a contratação de Rivellino fosse um marco para o futebol e combinou dois amistosos com o Corinthians, um deles num sábado de carnaval para a estreia do jogador com a camisa tricolor no Maracanã, o outro um mês depois, no Pacaembu. O vencedor conquistaria a Taça João Coelho Neto, nome do ídolo Preguinho. Muitos não acreditavam no sucesso do evento, quem iria a um jogo de futebol num sábado de carnaval? E mesmo com chuva, mais de 40 mil pessoas foram ao Maracanã gerando uma renda de 560 mil Cruzeiros. Rivellino atuou em uma posição diferente, como ponta de lança e com uma atuação esplendorosa marcou três gols em seu ex-clube que foi goleado por 4 a 1. Gil marcou de pênalti o outro tento tricolor na partida.

Rivellino voltou ao Pacaembu, agora com a camisa do Fluminense para atuar mais uma vez contra o Corinthians, foi recepcionado sob as vaias de mais de 30 mil corintianos e faixas ofensivas, entre elas uma que dizia “Ruinzinho do Parque”. Logo aos 14min Rivellino abriu o placar e no segundo tempo Marco Antônio fez o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians.

Pelo Fluminense brilhou nos gramados e conquistou por duas vezes o Campeonato Estadual que não conseguiu conquistar pelo Corinthians, em 1975 e 1976. Comandou a Máquina Tricolor para se transformar em um dos maiores ídolos das Laranjeiras de todos os tempos. Conquistou ainda o Troféu de Paris em 1976 e o Teresa Herrera em 1977.

Em 1978, com 33 anos, era o jogador mais caro do Brasil e foi vendido ao Al Hilal Al Saudi Club, de Ryad, da Arábia Saudita, clube do príncipe e magnata Khaled. Assinou contrato por duas temporadas recebendo 15 milhões de Cruzeiros em luvas, 35 mil dólares mensais, uma Mercedes, uma mansão para residir e colégio pago para seus três filhos. Em 1981, depois de ser suspenso por três meses por atingir o rosto de Saad Brek, do Ittihad, Rivellino encerrou a carreira.

Em 2002, ano do centenário do Fluminense, foi eleito pela torcida como o maior ídolo de todos os tempos nas Laranjeiras. Conquistou pela Seleção Brasileira a Copa do Mundo de 1970, a Copa Rio Branco, a Taça do Atlântico e a Taça Oswaldo Cruz em 1976 e o Mundialito de Cali em 1977.

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