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Assis





Assis

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Benedito de Assis da Silva nasceu no dia 12 de novembro de 1952, em São Paulo, e o mundo do futebol o conheceria como Assis “O Carrasco”. Após surgir no Francana, clube do interior Paulista, em 1972, aos 20 anos, Assis teve passagens discretas pelo São José, de Palmas, no Tocantins, pela Inter de Limeira, também do interior paulista e retornou ao Francana, onde atuou até 1980.

A grande oportunidade da carreira surgiu no São Paulo, onde atuou por dois anos, mas não teve grande destaque. Transferiu-se para o Internacional, onde também atuou por dois anos e mais uma vez não conseguiu se destacar como jogador. Sem conseguir aproveitar a chance em dois grandes clubes, Assis se transferiu para o Atlético-PR em 1982. Com 29 anos e sem grandes projeções, o jogador caminhava para o fim de sua carreira quando teve a oportunidade de atuar ao lado do baiano Washington no rubro-negro do Paraná.

Ao lado de Washington, Assis enfim encontrou destaque no futebol, levando o Atlético-PR às semifinais do campeonato Brasileiro de 1983, após eliminar o São Paulo nas quartas de final. Assis fora suspenso da primeira partida contra o Flamengo, devido ao árbitro José Roberto Wright ter aplicado um cartão amarelo na partida anterior.

Sem Assis, o Atlético-PR perdeu a primeira partida por 3 a 0, e apesar de vencer em Curitiba por 2 a 0, terminou eliminado do Campeonato Brasileiro. Mal sabia o Rubro-Negro carioca, que essa não seria a última vez que encontraria com Assis em momentos decisivos, e que no futuro a história seria escrita de forma bem diferente.

Após a eliminação do Campeonato Brasileiro, o Fluminense anunciou interesse na contratação de Washington. Assis sempre sonhou em defender o Tricolor, quase viu o sonho ruir. A diretoria do Atlético-PR, ao tratar com o Fluminense, deixou claro que só negociaria o atacante, se Assis fosse junto. O jogador ficou chateado por ser usado de contrapeso e quase desistiu de atuar no Rio de Janeiro. O supervisor de futebol tricolor, Roberto Seabra e, o diretor de futebol Nilton Graúna, convenceram Assis a se transferir para o Clube, já que o Fluminense tinha interesse em contar com a dupla e, que seria muito bem recebido nas Laranjeiras.

Logo no início do campeonato, Assis e Washington demonstravam que o entrosamento vindo do Atlético-PR seria muito útil ao Fluminense. Muitos gols e jogadas combinadas, com cruzamentos para área, desvio de Washington e gol de Assis, a torcida passou a apelidar a dupla de “Casal 20”, inspirada em um famoso seriado da TV.

Cinco meses após a contratação pelo Tricolor, Assis teria a primeira oportunidade de enfrentar o Flamengo novamente. Após empatar com o Bangu na primeira rodada do triangular final que decidiria o Campeonato Estadual, o Fluminense precisava vencer o Flamengo para poder sonhar com o título, que não conquistava desde 1980. A partida muito disputada seguia em 0 a 0 até os 45min da etapa final, quando Deley acertou um lançamento primoroso do meio de campo, encontrando Assis livre pela direita. Com tranquilidade o “Urubu Malandro”, como era chamado pela forma de jogar, levou a bola para a perna esquerda e tocou na saída do goleiro Raul, marcando o primeiro gol da carreira contra o maior rival Tricolor. O gol de Assis não somente deu a vitória no clássico, como também decidiu o campeonato para o Fluminense após o Flamengo derrotar o Bangu na última partida do triangular. O camisa dez foi o artilheiro do Fluminense na competição com 11 gols.

Assis não pararia nesse feito. No ano seguinte levou o Fluminense à conquista do Campeonato Brasileiro após quatorze anos, em duas partidas emocionantes contra o Vasco da Gama. Não sem antes brilhar contra a “Democracia Corintiana” nas semifinais. Com 31 anos, Assis atingiu o auge da carreira sendo convocado pela primeira vez para a Seleção brasileira, onde disputou dois amistosos.

Em 1985, Assis deixaria para sempre o seu nome na galeria de grandes ídolos do Fluminense. Após derrotarem o Vasco da Gama, Flamengo e Fluminense se enfrentavam mais uma vez em uma partida decisiva do Campeonato Estadual, e dessa vez, uma vitória no Clássico garantiria o título. Com a mesma dramaticidade do ano anterior, a partida seguia em 0 a 0 até os 30min do segundo tempo, quando Aldo em um cruzamento perfeito encontrou Assis sozinho na área. O camisa 10 com uma cabeçada magistral deixou o goleiro Fillol estático assistindo mais um gol do agora definitivamente “Carrasco Rubro-Negro”. A torcida em êxtase fazia ecoar nas arquibancadas o canto de “Recordar é viver, Assis acabou com você”, mais um título, mais uma vez contra o Flamengo e mais um gol de Assis.

Assis atuou nas Laranjeiras de 1983 a 1987, quando retornou ao Atlético-PR. Atuou ainda pelo Pinheiros, Paysandu e Paraná antes de se aposentar. Pelo Fluminense conquistou o Tricampeonato Estadual, vencendo a competição em 1983, 1984 e 1985, o Campeonato Brasileiro de 1984, Torneio de Seul, na Coréia do Sul, no mesmo ano e em 1987, o Torneio de Paris, na França, e a Copa Kirin, no Japão. Foram 180 jogos com a camisa Tricolor, marcando 57 gols.

Trabalhava como coordenador das divisões de base do Fluminense, sendo responsável por selecionar jogadores em Xerém, auxiliando na transição de jovens atletas para a equipe profissional. Em 2012, a camisa branca do Fluminense foi desenhada em um modelo que lembrava a tradicional utilizada por Assis e na gola a inscrição “Recordar é viver”, em homenagem ao gol marcado em 1983. No lançamento oficial, jogadores do elenco tiraram fotos imitando a comemoração do “Carrasco” na ocasião.

No dia 06 de julho de 2014, o ídolo Assis faleceu devido a complicações renais em Curitiba, pouco mais de um mês do falecimento de Washington, com quem formava o Casal 20.

Em 2015, o ídolo foi homenageado ao lado de Washington com um livro, uma medalha comemorativa e um busto nas Laranjeiras através de um projeto de captação de recursos junto com a torcida, promovido pelo Flu Memória.

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