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Ame o Rio

Fluminense, o Clube mais carioca do Rio de Janeiro

Fluminense, o Clube mais carioca do Rio de Janeiro

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Nelson Rodrigues costumava escrever em suas crônicas que se os fatos fossem contrários a sua paixão exacerbada pelo Fluminense, azar dos fatos. A realidade é que esse “azar” na maioria das vezes não se faz necessário, pois os fatos existem para comprovar que o Tricolor é quase sempre o senhor da razão.

Fundado em 1902 pelo carioca Oscar Cox, o Fluminense Football Club introduziu no Rio de Janeiro a cultura do futebol, já que a Cidade antes era voltada a prática do críquete e do remo. Responsável direto pela criação da Federação de Futebol do Estado, o Tricolor construiu o primeiro campo e em sequência o primeiro estádio da cidade. Foi no Estádio das Laranjeiras que se realizou a missa campal de inauguração do Cristo Redentor, em 1931, o símbolo máximo da Cidade Rio de Janeiro, que está constantemente de braços abertos abençoando o clube.

Outro símbolo da Cidade, o Maracanã, estádio construído para a Copa do Mundo de 1950, teve o primeiro gol marcado por Didi, atleta do Fluminense, pela Seleção do Rio de Janeiro. Após as reformas para a Copa de 2014, no primeiro amistoso disputado, o Novo Maracanã teve outro Tricolor balançando as redes, Washington, o Coração Valente, abriu o placar na partida de teste entre amigos de Ronaldo e os amigos de Bebeto.  Na primeira partida oficial do novo Estádio, Fred marcou o primeiro gol contra a Inglaterra, vestindo a camisa nove da Seleção Brasileira. Até mesmo o Estádio Olímpico João Havelange, hoje Nilton Santos, o Engenhão, teve em sua inauguração um gol tricolor, foi de Alex Alves o primeiro gol no Estádio, em partida contra o Botafogo.

Em 1995, o Fluminense sagrou-se campeão Estadual com a expressão “Ame o Rio” em seu uniforme, e estava em disputa quem seria o “Rei do Rio”, Romário, do Flamengo, ou Renato Gaúcho, do Tricolor. Após o gol de barriga que levou a taça para as Laranjeiras, em pleno centenário do Flamengo, o Gaúcho mais Carioca do futebol brasileiro foi agraciado com a alcunha.

Fora do âmbito esportivo, o Fluminense também deu sua contribuição ao que dá orgulho ao Rio de Janeiro. A canção “Garota de Ipanema” composta pelo Tricolor Tom Jobim, ao lado do botafoguense Vinicius de Moraes, é uma das maiores referências do Rio de Janeiro pelo mundo afora. O nosso carnaval não seria o mesmo sem as grandes Escolas de Samba, entre elas a Mangueira, fundada pelo tricolor Cartola. Até a expressão “Cidade Maravilhosa”, o principal adjetivo da cidade carioca, foi criado por um tricolor, o escritor Coelho Netto, em referência às suas belezas naturais. Coelho Netto foi ainda um dos idealizadores da Academia Brasileira de Letras e pai de Mano e Preguinho, ídolos do Fluminense.

A grande verdade é que contra os fatos não há argumento, o Fluminense é e sempre será o clube mais carioca do Rio de Janeiro.

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Rodrigo Barros

Escritor fluminense, é autor de livros, contos e poemas. Desenvolve em cima dos mais diversos temas e tem por hábito participar de antologias de contos com outros autores. É historiador e lançou recentemente o livro "De Oswaldo Gomes a Fred: A história do Fluminense Football Club no centenário da Seleção Brasileira".