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E não é que estragaram a piada?

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Ahh o imponderável… O maior clássico do mundo e as reviravoltas que fazem do mais sadio torcedor um potencial cardíaco. O Fluminense estava lá mais uma vez para enfrentar seu maior rival, sem grandes craques, sem patrocínio na camisa e sem o favoritismo da imprensa esportiva. Tenho a impressão de que eles nunca vão aprender, mas nós, inabaláveis tricolores, sabemos da mística de um Fla x Flu e da representatividade de um “Ame o Rio” estampado para que o universo pudesse reverenciar mais uma vez a Cidade Maravilhosa.  

Nem o mais otimista torcedor do Fluminense poderia imaginar que, em menos de cinco minutos de partida, o franzino e habilidoso Wellington Silva receberia a bola antes mesmo da linha do meio de campo e só pararia com a bola estufando as redes. Prenúncio de goleada? Longe disso, mas de uma batalha incansável, à altura do clássico imortal. Não demorou muito para que o Flamengo empatasse a partida, mesmo com Dourado salvando em cima da linha, Willian Arão empurrou para as redes.

Um clássico igual, bem jogado e a tensão à flor da pele no instante em que o Fluminense cobrou lance livre direto dentro da pequena área. O equatoriano Sornoza bateu forte e a bola explodiu no travessão. Pouco depois, o gol de Everton colocou o Flamengo a frente do placar e calou a torcida tricolor nas arquibancadas. Festa dos rubro-negros.

Quando Guerrero colocou a mão na bola dentro da área, os ventos mudaram a direção. Dourado no melhor estilo “Ceifador” cobrou pênalti com precisão empatando a partida. Se o primeiro tempo já estava acima da média em emoção, tornou-se ainda mais alucinante quando Lucas recebeu de Wellington Silva e colocou o Fluminense mais uma vez à frente do placar.

Natural que no segundo tempo as equipes diminuíssem o ímpeto. O Flamengo buscava o empate, o Fluminense segurar o jogo, e assim foi até quase o fim. O gigante Abel Braga já havia feito suas substituições para segurar um rival com cinco atacantes em campo, quando o Flamengo teve uma falta para bater e o relógio estava prestes a marcar cinco minutos para o fim. O gol àquela altura não poderia sair, era tudo que o Flamengo precisava para levar a partida para as penalidades máximas. O placar em 3 a 2 era exatamente o mesmo de 1995, quando, com o “Ame o Rio” na camisa, Renato Gaúcho marcou o imortal gol de barriga. A piada estava pronta, mas Guerrero estragou a brincadeira com uma cobrança perfeita.

Sem os principais cobradores, coube aos guerreiros que estavam em campo estragar a festa rubro-negra. Todas as cobranças do Tricolor foram perfeitas, culminando na decisiva de Marcos Junior, que balançou as redes pela terceira final seguida. O Flamengo estragou a piada, mas não impediu que a Taça Guanabara seguisse pela décima vez às Laranjeiras.

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Rodrigo Barros

Escritor fluminense, é autor de livros, contos e poemas. Desenvolve em cima dos mais diversos temas e tem por hábito participar de antologias de contos com outros autores. É historiador e lançou recentemente o livro "De Oswaldo Gomes a Fred: A história do Fluminense Football Club no centenário da Seleção Brasileira".